"Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic"

sábado, setembro 01, 2012

Purgástico: Chocolate diminui riscos de ter um derrame

Origem

Trecho do Códice Zouche-Nuttall no qual há uma representação de reis da cultura mixteca compartilhando uma bebida de chocolate.
O cacaueiro, de nome científico Theobroma cacao, é uma planta nativa de uma região que vai do México, passando pela América Central, até à região tropical da América do Sul, que vem sendo cultivada desde há pelo menos três mil anos na região. Os primeiros registros de seu uso datam do período olmeca. No entanto, existem evidências que indicam cultivo anterior a esse período. Desde a sua domesticação, o cacau é usado como bebida e, depois, como ingrediente para alimentos. Durante a civilização maia, era cultivado e, a partir de suas sementes, era feita uma bebida amarga chamada xocoatl, geralmente temperada com baunilha e pimenta. O xocoatl, acreditava-se, combatia o cansaço, além de ser afrodisíaco.
Kakaw ('cacau') escrito na língua maia. A palavra foi descrita de diversas outras maneiras nos antigos textos maias.
Alguns dos vestígios mais antigos de uma plantação de cacau foram datados de 1100 a 1 400 a.C., tendo sido encontrados em Puerto Escondido, localidade do Departamento de Cortés, em Honduras. Pelo tipo de recipientes encontrados e pela análise de seu conteúdo, concluiu-se que eram usados para produzir uma bebida alcoólica pela fermentação dos açúcares contidos na polpa que envolve os grãos, bebida essa que continua a ser feita até hoje em partes da América Latina. Resíduos de chocolate encontrados numa peça de cerâmica maia de Río Azul, na Guatemala, sugerem que já era utilizado como bebida por volta do ano 400 d.C. Documentos maias e astecas relatam que o chocolate era usado tanto para fins cerimoniais como no cotidiano, sendo, no entanto, consumido apenas pela elite.
Por suas reconhecidas propriedades e sua difusão regional, o cacau ganhou grande importância econômica na Mesoamérica na era pré-colombiana. Os Maias usavam os grãos como moeda. Dez favas valiam um coelho e por 100 favas de primeira qualidade adquiria-se um escravo. Durante o Império asteca (1325 a 1521 dC), sementes de cacau eram uma forma importante de divisas e meio de pagamento de tributosUm dos principais objetivos da expansão imperial dos Astecas na direção sudeste, durante o século XV, havia sido o de controlar as regiões produtoras de cacau no Istmo de Tehuantepec e no litoral sul da Guatemala. Diz um cronista quinhentista que os armazéns de Montezuma II, em Tenochtitlan, continham mais de 40 mil cargas de amêndoas de cacau, algo estimado em torno de 1 200 toneladas. Grande parte desse tesouro destinava-se a pagar o soldo dos guerreiros e também alimentá-los: Bernal Diaz, o soldado de Cortés e narrador da conquista, informou que somente a guarda do palácio consumia diariamente mais de 2 000 taças da bebida. Seu uso como meio de pagamento continuou até ao século XX, pois em algumas partes da América Central, o cacau ainda era usado como dinheiro.

O chocolate é um alimento feito com base na amêndoa fermentada e torrada do cacau. Sua origem remonta às civilizações pré-colombianas da América Central. A partir dos Descobrimentos, foi levado para a Europa, onde popularizou-se, especialmente a partir dos séculos XVII e XVIII. Contudo, em função das necessidades climáticas para o cultivo do cacau, não é possível o seu plantio na Europa e por isso as colônias americanas de clima tropical úmido continuaram a fornecer a matéria-prima. Atualmente os maiores produtores estão na África Ocidental.
O chocolate tal como é consumido hoje é resultado de sucessivos aprimoramentos realizados desde o início da colonização da América. O produto era consumido pelos nativos na forma duma bebida quente e amarga, de uso exclusivo da nobreza. Os europeus passaram a adoçar e a misturar especiarias para adequá-lo ao seu gosto. Com o desenvolvimento dos processos industriais e técnicas culinárias, surgiu o chocolate com leite e depois na forma de um sólido. Atualmente, é encontrado em diferentes formas que vão desde o sólido, como o chocolate em pó, as barras, os ovos e os bombons, e líquido, como achocolatado ou chocolate quente.
  Além de ser consumido puro, é também ingrediente de um grande número de alimentos como bolos (tortas, biscoitos, etc.), mousses, sorvetes e outros doces. Paralelamente, o chocolate passou a ser associado a determinadas festividades, como por exemplo a Páscoa. Além disso, com as descobertas científicas, foram conhecidas algumas propriedades que o relaciona, especialmente na versão amarga, à saúde humana. Contudo, o mesmo não se aplica a diversos animais domésticos, para os quais pode chegar a ser tóxico.

Pode se deliciar sem culpa. Chocolate talvez te faça ganhar uns quilinhos a mais (ou não), mas também pode te fazer bem e te ajudar a reduzir os riscos de ter um derrame daqui alguns anos.
Uma equipe de pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, investigou ao longo de 10 anos a vida de 37 mil homens, entre 49 e 75 anos. Todos preencheram questionários sobre a frequência com que comiam chocolate. Com as respostas e relatórios dos hospitais, Susanna Larsson, líder da pesquisa, concluiu que aqueles que comiam, em média, 63 gramas de chocolate por semana reduziam em até 17% os riscos de sofrer um derrame.
Para confirmar as evidências, Larsson analisou outros cinco estudos, com mais de 4 mil casos de derrames na Europa e nos Estados Unidos. Segundo ela, o risco de derrame diminuía 19% entre os comedores mais vorazes de chocolate, quando comparados aos que raramente comiam o doce. E o tipo de chocolate preferido era indiferente: ao leite ou meio amargo, tanto faz, os dois fazem bem.
A culpa disso pode estar nos flavonoides do cacau – eles ajudam a reduzir a formação de coágulos no sangue, regular a pressão sanguínea e diminuir a concentração de colesterol ruim. Mas ainda é cedo para comemorar: “o chocolate é rico em açúcar, gordura saturada e calorias, portanto, ainda deveria ser consumido com moderação”, diz Larsson.
É, ainda não dá para avacalhar e comer todo o chocolate do mundo em um dia só. Mas já dá para somar uma desculpa extra e aliviar a consciência na hora de comer “só mais um pedacinho”, né?

Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/chocolate-diminui-riscos-de-ter-um-derrame/

terça-feira, agosto 21, 2012

Purgo Repórter: Acabará o mundo em 2012?



O calendário maia acaba em 2012 e uma estranha série de eventos terríveis (colisão de meteoros e planetas com a Terra, previsões de muitos ‘paranormais’ sobre o fim do mundo em 2012 e problemas de conservação do nosso planeta como o efeito estufa) parecem estar convergindo para nos falar sobre a destruição da humanidade naquele ano. Recentemente nós reportamos que um ciclo solar que terá seu pico em 2012 trará tempestades solares que podem deixar boa parte da humanidade na escuridão por meses antes que os reparos sejam efetuados. Durante este período o caos irá se instaurar em várias partes do mundo.

Nosso planeta também parece estar sofrendo alguns os sintomas da nossa ocupação. De acordo com alguns cientistas ‘malucos’ somos uma espécie de parasita para o planeta e ele inevitavelmente irá reagir contra a ‘infecção’.

Meteoros gigantescos já caíram na Terra causando muita destruição e isto pode ocorrer novamente.

Coincidentemente o calendário maia que era usado no topo daquela civilização também acaba em 2012. Seria esta uma profecia maia? Coincidência mesmo? A profecia maia já tomou uma grande proporção na internet pelo mundo todo com milhões de adeptos acreditando firmemente que o mundo vai acabar em 2012. A profecia maia está vendendo muitos livros e rendendo muitas palestras, documentários e DVDs pelo globo. Há uma infinidade de teorias diferentes.

A realidade é que a profecia maia é, do ponto de vista científico, apenas um mito. E mesmo se existisse uma profecia, porque uma cultura que fazia sacrifícios rituais humanos deveria ter qualquer credibilidade em afirmar o que aconteceria séculos depois com o planeta?
E as previsões que o próprio HypeScience já publicou sobre futuras possíveis catástrofes globais? Essas previsões com base científica (das tempestades espaciais, do meteoro, etc.) usam observações, deduções e previsões sólidas e envolvem especialistas de diversas áreas do mundo todo. Mas tudo é apenas conjectura, uma possibilidade que varia de zero a 100%. Inclusive não se sabe se o ano 2012 será mesmo o ano das piores tempestades solares, já que ao final do ciclo solar os dois últimos anos de atividade costumam ser mais fortes.
Já houve centenas de profecias na história da humanidade que disseram que o mundo iria acabar e ninguém acertou até agora. Se eu fosse apostar sobre 2012 ser ou não o último ano da humanidade, eu certamente não apostaria nos profetas. E você?


domingo, agosto 19, 2012

Purgástico: Qual é a empresa mais antiga ainda em atividade?


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É o hotel Nisiyama onsen Keiunkan, um spa de águas termais em Hayakawa, Japão, fundado em 705. Ao longo de 13 séculos, o empreendimento já teve 52 proprietários. Além dos anos de tradição, os atrativos do hotel são as cerimônias de chá, as termas medicinais e os quartos em meio às montanhas. E esse tipo de negócio não é nada incomum na Terra do Sol Nascente: o segundo e terceiro lugares no ranking das mais antigas também são ocupados por hotéis nipônicos. Além disso, dentre as 11 empresas no mundo com mais de mil anos de operação, sete são japonesas, operando nos ramos de hotelaria, fabricação de sacos de papel, artigos religiosos e construção. No Brasil, a mais antiga é a Casa da Moeda, que, em 1694, começou a cunhar moedas com o ouro das minerações e até hoje fabrica o dinheiro do país. Levando em conta apenas corporações privadas, porém, a campeã é a Ypióca, que, em sua quarta geração familiar, já produziu 165 anos de cachaça.

Fonte:http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-e-a-empresa-mais-antiga-ainda-em-atividade