"Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic"

quinta-feira, setembro 06, 2012

Purgástico: Por que dói mais levar uma pancada no frio?

A explicação mais provável é que a contração dos vasos sanguíneos e dos músculos acentue a sensação de dor. Mas não existem muitos trabalhos científicos a respeito e nem um consenso entre os médicos especializados em dor ou no sistema nervoso. "A idéia mais aceita é que não haveria uma ação direta do frio no nervo, mas uma redução do calibre dos vasos sanguíneos ocasionada pelo frio e, conseqüentemente, um distúrbio circulatório. Isso levaria a uma contração muscular muitas vezes intensa, e qualquer pancada no local acentuaria a sensação de dor", afirma o neurologista Rodrigo Schultz, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Outra hipótese levantada por alguns médicos é que o frio pode tornar mais sensíveis os receptores livres, que são os terminais nervosos distribuídos por todo o corpo com a função de conduzir a sensibilidade da dor, provocando um aumento dessa sensação quando levamos uma bela pancada.
BATEU, LEVOU
Dor é resultado da contração de vasos sanguíneos e músculos
A SANGUE FRIO
No frio, os vasos sanguíneos ficam mais contraídos e zoam a circulação: o sangue vai para a parte interna do corpo, para manter a temperatura constante, e deixa de ir a regiões como as articulações
MUSCULAÇÃO FORÇADA
Em busca de aquecimento, os músculos tendem a se contrair, o que causaria dor: em geral, a contração dos músculos provoca desconforto, enquanto o distendimento relaxa
PANE NAS ARTICULAÇÕES
O líquido sinuvial das articulações, responsável por nutri-las e lubrificá-las, fica mais denso com o esfriamento do corpo, o que pode prejudicar movimentos e provocar mais incômodos

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-doi-mais-levar-uma-pancada-no-frio

terça-feira, setembro 04, 2012

Purgástico: Por que a bola de golfe é cheia de buracos?

Porque os furos, ou alvéolos, ajudam a impulsioná-la. Quando a bola parte em alta velocidade, ela empurra o ar que está à frente, formando várias correntes que freiam seu movimento. Cada alvéolo cria uma turbulência que mantém a corrente principal mais próxima de toda a superfície da bola e não apenas à sua frente. Com isso, aumenta a pressão do ar na parte de trás, dando um impulso maior. No século XIX, quando surgiram as bolas de borracha, percebeu-se que, quanto maior o seu desgaste, maior era a distância que elas atingiam. Os fabricantes passaram, então, a furá-las com martelos pontiagudos. Em 1890, o revestimento foi padronizado e as bolas ficaram parecidas com as atuais, com até 500 alvéolos.

Furinhos de longo alcance Reentrâncias fazem a bola voar mais longe
Nas bolas lisas, a diferença de pressão entre a parte dianteira (que enfrenta o atrito do ar) e a traseira freia o deslocamento.
Os furos, por sua vez, desviam a corrente de ar, aproximando-a de toda a superfície da bola. O desvio na corrente aumenta a pressão na parte traseira da bola, o que ajuda a impulsioná-la.

Fonte:http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-a-bola-de-golfe-e-cheia-de-buracos

sábado, setembro 01, 2012

Purgástico: Chocolate diminui riscos de ter um derrame

Origem

Trecho do Códice Zouche-Nuttall no qual há uma representação de reis da cultura mixteca compartilhando uma bebida de chocolate.
O cacaueiro, de nome científico Theobroma cacao, é uma planta nativa de uma região que vai do México, passando pela América Central, até à região tropical da América do Sul, que vem sendo cultivada desde há pelo menos três mil anos na região. Os primeiros registros de seu uso datam do período olmeca. No entanto, existem evidências que indicam cultivo anterior a esse período. Desde a sua domesticação, o cacau é usado como bebida e, depois, como ingrediente para alimentos. Durante a civilização maia, era cultivado e, a partir de suas sementes, era feita uma bebida amarga chamada xocoatl, geralmente temperada com baunilha e pimenta. O xocoatl, acreditava-se, combatia o cansaço, além de ser afrodisíaco.
Kakaw ('cacau') escrito na língua maia. A palavra foi descrita de diversas outras maneiras nos antigos textos maias.
Alguns dos vestígios mais antigos de uma plantação de cacau foram datados de 1100 a 1 400 a.C., tendo sido encontrados em Puerto Escondido, localidade do Departamento de Cortés, em Honduras. Pelo tipo de recipientes encontrados e pela análise de seu conteúdo, concluiu-se que eram usados para produzir uma bebida alcoólica pela fermentação dos açúcares contidos na polpa que envolve os grãos, bebida essa que continua a ser feita até hoje em partes da América Latina. Resíduos de chocolate encontrados numa peça de cerâmica maia de Río Azul, na Guatemala, sugerem que já era utilizado como bebida por volta do ano 400 d.C. Documentos maias e astecas relatam que o chocolate era usado tanto para fins cerimoniais como no cotidiano, sendo, no entanto, consumido apenas pela elite.
Por suas reconhecidas propriedades e sua difusão regional, o cacau ganhou grande importância econômica na Mesoamérica na era pré-colombiana. Os Maias usavam os grãos como moeda. Dez favas valiam um coelho e por 100 favas de primeira qualidade adquiria-se um escravo. Durante o Império asteca (1325 a 1521 dC), sementes de cacau eram uma forma importante de divisas e meio de pagamento de tributosUm dos principais objetivos da expansão imperial dos Astecas na direção sudeste, durante o século XV, havia sido o de controlar as regiões produtoras de cacau no Istmo de Tehuantepec e no litoral sul da Guatemala. Diz um cronista quinhentista que os armazéns de Montezuma II, em Tenochtitlan, continham mais de 40 mil cargas de amêndoas de cacau, algo estimado em torno de 1 200 toneladas. Grande parte desse tesouro destinava-se a pagar o soldo dos guerreiros e também alimentá-los: Bernal Diaz, o soldado de Cortés e narrador da conquista, informou que somente a guarda do palácio consumia diariamente mais de 2 000 taças da bebida. Seu uso como meio de pagamento continuou até ao século XX, pois em algumas partes da América Central, o cacau ainda era usado como dinheiro.

O chocolate é um alimento feito com base na amêndoa fermentada e torrada do cacau. Sua origem remonta às civilizações pré-colombianas da América Central. A partir dos Descobrimentos, foi levado para a Europa, onde popularizou-se, especialmente a partir dos séculos XVII e XVIII. Contudo, em função das necessidades climáticas para o cultivo do cacau, não é possível o seu plantio na Europa e por isso as colônias americanas de clima tropical úmido continuaram a fornecer a matéria-prima. Atualmente os maiores produtores estão na África Ocidental.
O chocolate tal como é consumido hoje é resultado de sucessivos aprimoramentos realizados desde o início da colonização da América. O produto era consumido pelos nativos na forma duma bebida quente e amarga, de uso exclusivo da nobreza. Os europeus passaram a adoçar e a misturar especiarias para adequá-lo ao seu gosto. Com o desenvolvimento dos processos industriais e técnicas culinárias, surgiu o chocolate com leite e depois na forma de um sólido. Atualmente, é encontrado em diferentes formas que vão desde o sólido, como o chocolate em pó, as barras, os ovos e os bombons, e líquido, como achocolatado ou chocolate quente.
  Além de ser consumido puro, é também ingrediente de um grande número de alimentos como bolos (tortas, biscoitos, etc.), mousses, sorvetes e outros doces. Paralelamente, o chocolate passou a ser associado a determinadas festividades, como por exemplo a Páscoa. Além disso, com as descobertas científicas, foram conhecidas algumas propriedades que o relaciona, especialmente na versão amarga, à saúde humana. Contudo, o mesmo não se aplica a diversos animais domésticos, para os quais pode chegar a ser tóxico.

Pode se deliciar sem culpa. Chocolate talvez te faça ganhar uns quilinhos a mais (ou não), mas também pode te fazer bem e te ajudar a reduzir os riscos de ter um derrame daqui alguns anos.
Uma equipe de pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, investigou ao longo de 10 anos a vida de 37 mil homens, entre 49 e 75 anos. Todos preencheram questionários sobre a frequência com que comiam chocolate. Com as respostas e relatórios dos hospitais, Susanna Larsson, líder da pesquisa, concluiu que aqueles que comiam, em média, 63 gramas de chocolate por semana reduziam em até 17% os riscos de sofrer um derrame.
Para confirmar as evidências, Larsson analisou outros cinco estudos, com mais de 4 mil casos de derrames na Europa e nos Estados Unidos. Segundo ela, o risco de derrame diminuía 19% entre os comedores mais vorazes de chocolate, quando comparados aos que raramente comiam o doce. E o tipo de chocolate preferido era indiferente: ao leite ou meio amargo, tanto faz, os dois fazem bem.
A culpa disso pode estar nos flavonoides do cacau – eles ajudam a reduzir a formação de coágulos no sangue, regular a pressão sanguínea e diminuir a concentração de colesterol ruim. Mas ainda é cedo para comemorar: “o chocolate é rico em açúcar, gordura saturada e calorias, portanto, ainda deveria ser consumido com moderação”, diz Larsson.
É, ainda não dá para avacalhar e comer todo o chocolate do mundo em um dia só. Mas já dá para somar uma desculpa extra e aliviar a consciência na hora de comer “só mais um pedacinho”, né?

Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/chocolate-diminui-riscos-de-ter-um-derrame/