"Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic"

sexta-feira, novembro 16, 2012

Purgástico: Carta Comercial


Introdução

As empresas recebem diariamente dezenas de cartas e conseguir que a nossa correspondência, em particular, atinja o alvo definido não é uma tarefa tão fácil como se poderia pensar à primeira vista. É preciso captar a atenção e, por isso, a criatividade é um dos elementos-chave que não deve ser descurado. Está provado que uma elevada percentagem das cartas recebidas pelas organizações nem chega a ser lida. Na maioria dos casos, o esforço, tempo e dinheiro despendido acaba por não corresponder ao objectivo pretendido. A feroz concorrência que domina atualmente o mercado obriga a uma originalidade na apresentação e na linguagem de forma a captar a atenção do destinatário.

  
Passo 1 - Escolher a linguagem correta de uma carta

O que deve fazer
O tom utilizado numa mensagem comercial deve ser:
·         Simples, mas não coloquial. Evite cair no erro do excesso de confiança. A carta é um meio de transmitir uma mensagem que substitui a presença física dos interlocutores. Se na presença física se utiliza um tom mais pessoal, na carta deve fazer-se o mesmo;
·         Original: A originalidade é essencial para seduzir o interlocutor. A linguagem utilizada deve ter a capacidade de surpreender o destinatário. É importante criar uma empatia imediata com o receptor da missiva;
Além disso, é indispensável:
·         Ter o cuidado de verificar sempre se não existem quaisquer erros ortográficos ou gralhas;
·         Usar palavras com força que deem a ideia de ação;
·         Rever os textos de forma a evitar a repetição de ideias e retirar frases ou adjetivos desnecessários que apenas retiram clareza ao texto;
E é correto escrever:
·         Damos seguimento à sua carta...
·         Espero a sua resposta...
·         Agradeço...
·         Juntamos...
·         Espero...
·         Acuso a recepção...
·         Saudamo-los atentamente...
Não se esqueça de usar a pontuação para dar força às ideias.

Recorde ainda uma ideia-chave a não esquecer: O tom de escrita deve soar positivo e confiante. O leitor deve sentir-se motivado com a mensagem transmitida para que sinta vontade de o contactar em seguida para o conhecer melhor e aos pormenores do projeto que pretende expor.
O que não deve fazer
Evite a utilização de expressões qualificativas tais como: atenta, amável, grato, cordiais e sinceros. O interlocutor poderá pensar que o está a adular para obter qualquer coisa;

Evite o uso frequente do gerúndio, um erro frequente na linguagem comercial; assim é incorrecto escrever:
·         Dando curso à sua carta...
·         Esperando a sua resposta...
·         Dando-lhe os mais expressivos agradecimentos...
·         Juntando à presente...
·         Ficando à espera...
·         Acusando a recepção...
·         Saudando-os atentamente...
Para que uma carta ganhe eficácia deverá ter o cuidado de não cair nos seguintes erros:
·         Excesso de familiaridade: ao tentar escapar à rigidez e excesso de formalidade não caia no erro oposto. Mesmo que conheça o destinatário, lembre-se que a correspondência poderá ter que ser lida por terceiros;
·         A verbosidade e a adulação: a primeira esconde o verdadeiro conteúdo da carta, enquanto a segunda provoca uma rejeição instantânea do leitor. Seja sincero e direto mesmo quando a mensagem é desagradável;
·         Vocabulário vulgar ou limitado: é preciso aprender a distinguir entre linguagem popular e vulgar. Uma expressão popular poderá enriquecer a mensagem, mas uma carta repleta de frases comuns poderá ter um efeito negativo. Em caso de dúvida é preferível abster-se de utilizá-la.
·         Excesso de confiança: nunca antecipe a atitude do leitor. Frases como "agradecemos antecipadamente", "sabemos que podemos contar convosco", "estou seguro de que..." impõem um critério ou uma decisão ao leitor.
·         Mencionar a sua exclusiva conveniência: evite mencionar o que lhe convém a si, dando sempre ênfase ao que pode interessar ao leitor.

Passo 2 - Estruturar a carta

·         Cabeçalho: deve conter a informação básica sobre a sua empresa:
·         Logótipo (optativo)
·         Nome completo da empresa
·         Breve identificação da atividade (consultoria, fornecimento de serviços de telecomunicações. . . )
·         Morada
·         Contactos (telefone, fax)
·         Data: escreve-se exatamente por baixo do cabeçalho
·         Dados do destinatário: Escrevem-se à esquerda da folha:
·         Nome
·         Título ou cargo
·         Morada
·         Assunto: Neste ponto deve incluir-se uma breve alusão ao assunto da carta.
·         Saudação: escreve-se sempre à esquerda.
·         Corpo da carta
·         Despedida: tanto pode escrever-se à direita como à esquerda e compõem-se:
·         do nome completo da pessoa que escreve,
·         do seu título ou cargo,
·         da assinatura: sempre feita à mão, imediatamente a seguir à despedida.

Passo 3 - Escrever a carta

·         Como iniciar uma carta: No primeiro parágrafo deve fazer uma breve e incisiva exposição sobre o motivo que o levou a enviar a correspondência. No caso de se tratar do fornecimento de um novo produto ou serviço explicar do que se trata e a que tipo de cliente se dirige.
·         O desenvolvimento da mensagem: Este é o espaço destinado a uma explicação mais detalhada sobre as razões que o levaram a escrever a carta dando todas as informações específicas para que o leitor compreenda o seu propósito:
·         Explique as vantagens do serviço/produto/projeto que está a promover.
·         A sua carta terá mais sucesso se focar os aspectos positivos e não os negativos, pois a maioria das pessoas reage melhor a ideias positivas do que a ideias negativas:
·         Dê mais ênfase ao "É" do que ao "Não É";
·         Diga que a empresa "Pode" e "Irá fazer" e não que "Não pode";
·         Comece com ação e não com pedidos de desculpa ou explicações;
·         Evite expressões que transmitam factos desagradáveis;
·         Se tiver que dar más notícias, coloque-as em segundo plano (ou no fim dos parágrafos), em relação às boas notícias (que devem ficar em locais de destaque);
·         Conceda mais espaço para as boas notícias e menos para as más notícias.
·         Não se esqueça de esclarecer de que forma é que o destinatário poderá entrar em contacto consigo ou responder à sua missiva.
·         Como terminar a carta: Tal como a introdução, o último parágrafo não deverá ultrapassar as quatro ou cinco linhas. É importante agradecer ao leitor o tempo que despendeu com a leitura da sua carta e deve funcionar como um convite para que destinatário o contacte com brevidade.
·         Erros a não cometer:
·         Repetições: o excesso de explicações cansa e incomoda, além de tornar a carta, desnecessariamente, muito mais longa;
·         Parágrafos demasiado longos e palavras rebuscadas: sem cair num estilo minimalista procure que os seus parágrafos sejam breves e diretos;
·         Ideias-chave para uma carta eficaz:
·         Não deve exceder uma página. A mensagem tem que ser a mais breve, clara e direta possível para não dar lugar a equívocos e evitar o enfado do destinatário.
·         A carta deve estar dirigida a uma pessoal específica. Se não conhecer ninguém na empresa, telefone a perguntar o nome e a função.
·         Escreva uma introdução apelativa. Não se esqueça das três funções básicas de uma abertura: convidar, informar e seduzir.

Passo 4 - Escolher o papel apropriado

Sempre que alguém abre o correio depara com uma infinidade de envelopes de todas as cores e feitios: papel grosseiro, de qualidade, amarelo, branco, acinzentado ou cinzento pérola com um papel de excelente qualidade. Provavelmente, será este último a ser aberto em primeiro lugar. O objectivo de um papel de qualidade é diferenciar a sua correspondência da dos concorrentes. O destino de grande parte dos sobrescritos com papel de baixa qualidade é o lixo sem sequer serem abertos.

Na escolha do papel verifique se é fabricado exclusivamente com madeira e com uma textura desagradável. Neste caso, está perante um papel de fraca qualidade. Se o papel tiver uma elevada percentagem de pano na sua composição, então trata-se do tipo mais adequado para o seu mailing.

Quando escolher o papel dê atenção os seguintes aspectos:
·         O tamanho da folha deve ter em conta a dimensão do sobrescrito. A carta dobrada, no máximo em três, deverá caber comodamente no sobrescrito.
·         A cor do papel também é importante. Os tons pastel são os mais adequados.
·         O grafismo do cabeçalho é primordial, devendo apostar na simplicidade.

Passo 5 - Preencher o envelope

O preenchimento do envelope também está sujeito a certas regras:
·         Dados do remetente:
·         Colocar no canto superior esquerdo do envelope
·         Incluir o logotipo
·         Incluir a morada
·         Incluir o contacto (telefone, fax)
·         Dados do destinatário:
·         Colocar no canto inferior direito e incluem:
·         Incluir nome e função do destinatário
·         Incluir nome da empresa
·         Incluir morada
Não se esqueça de verificar se o nome e função da pessoa a quem dirige a correspondência estão correctos. É muito desagradável e perde impacto qualquer carta que contenha um erro desta natureza. 
Passo 6 - Dobrar e inserir a carta no envelope

·         Utilize o tamanho de envelope comum para cartas comerciais (11x22cm);
·         Verifique sempre se a morada da carta coincide com a morada do envelope;
·         Verifique se a carta está devidamente assinada;
·         Coloque a carta virada para cima sobre a secretária;
·         Dobre o terço inferior da folha para cima, tendo o cuidado de verificar se o vinco não fica torto;
·         Depois dobre o terço superior da carta para baixo;
·         Finalmente, basta inserir a carta no envelope.

Ponto 7 - Avaliar a eficácia econômica de uma carta

Uma carta elaborada para promover um novo produto ou serviço é, geralmente, enviada a um número significativo de potenciais clientes, ultrapassando muitas vezes a centena. Para avaliar se um mailing teve ou não o efeito pretendido deverá:
·         Calcular o montante investido no mailing, durante um determinado período;
·         Verificar se houve ou não um aumento das vendas nesse período. É preciso ter em atenção que existem muitos factores que poderão estar na base de uma redução das vendas, como por exemplo, o abrandamento econômico de um determinado país ou região, que nada têm a ver com a qualidade da correspondência. No entanto, mesmo nestas situações, uma mensagem agressiva produz sempre efeitos positivos. A carta eficaz promove as vendas;
·         Comparar o aumento das receitas com os custos efetuados com o mailing.
Se as receitas compensarem os custos, então a mensagem da carta foi eficaz e o método poderá ser aplicado em futurosmailings. Caso contrário, será necessário repensar o conteúdo da mensagem, a linguagem utilizada e a apresentação gráfica da carta.

Fonte: http://www.pmelink.pt/manuais/administrativo-e-economato/como-elaborar-uma-carta-comercial-com-eficacia

terça-feira, novembro 13, 2012

Purgástico: Será que é verdade que usamos apenas 10% de nossa capacidade cerebral?


Será que é verdade que só utilizamos 10% da nossa capacidade cerebral? 
Você já deve ter ouvido falar que só utilizamos 10% da nossa capacidade cerebral ou, ainda, que se fosse possível empregar 100% da nossa mente, nossos crânios teriam que ser 10 vezes maiores para comportar tamanho poder. Contudo, será que tudo isso é verdade?
De acordo com um artigo publicado pela BBC, a crença de que apenas utilizamos uma fração do nosso poder mental não passa de um mito, e existem inúmeras evidências fisiológicas e biológicas que comprovam esse fato. Mas, então, de onde surgiu a famosa cifra dos 10%?

10% das áreas do cérebro

Segundo a publicação, a simples ação de abrir e fechar a mão ou de balbuciar algumas palavras requer que bem mais do que apenas 10% do nosso cérebro entre em atividade. Aliás, nem é necessário fazer nada para que esse extraordinário órgão esteja ocupado com muitas coisas!
Nosso cérebro, além de ser o responsável por armazenar memórias e informações, também nos mantém vivos, comandando inúmeras funções, como os batimentos cardíacos e a nossa respiração, por exemplo.

10% das células cerebrais

Será que é verdade que só utilizamos 10% da nossa capacidade cerebral? 
Outra hipótese sobre o surgimento da cifra se refere ao número de células cerebrais em atividade durante uma determinada ação. Na verdade, o funcionamento do cérebro requer uma demanda tão grande de recursos por parte do nosso organismo que as células nervosas não podem simplesmente ficar por aí, sem fazer nada. Todas são necessárias!
Ainda sobre a quantidade de células ativas, a confusão também pode ter surgido graças ao fato de que 10% das células cerebrais sejam formadas pelas neuroglias, que compõem a massa branca e servem de suporte — nutricional e físico — aos demais 90%, que constituem a massa cinzenta e são responsáveis por fazer o resto do trabalho. Porém, essas células jamais poderiam se transformar em neurônios, tornando-nos mais inteligentes.

Cabeção


Sobre o fato de termos que contar com cabeças enormes para suportar um cérebro com capacidade mental 90% maior que a atual, imagine as dificuldades! Para se manter em atividade, o nosso “pequeno” cérebro demanda até 20% de todo oxigênio que respiramos, além de 25% do sangue bombeado pelo coração. Portanto, se ele fosse maior, a quantidade de energia e recursos necessários seria gigantesca — sem falar em como seriam os partos.

10% do quê?


E como é que essa ideia dos 10% se tornou tão popular, mesmo com tão pouco embasamento biológico e fisiológico? Aparentemente, a cifra apareceu pela primeira vez no prefácio de um livro publicado em 1936 e, de lá para cá, a ideia de que os seres humanos podem se tornar 90% mais inteligentes do que são agora pegou de verdade, transformando-se em uma crença bastante popular.
Contudo, embora toda essa história seja um mito, isso não significa que somos limitados! Nosso cérebro, ainda que não tenha o poder de despertar áreas inativas ou desconhecidas, é capaz de se adaptar e armazenar novas informações constantemente, formando novas conexões entre as células nervosas e ganhando mais espaço ao desfazer velhas conexões que não são mais necessárias ou utilizadas.


Fonte: http://www.tecmundo.com.br/mega-curioso/32663-sera-que-e-verdade-que-so-utilizamos-10-da-nossa-capacidade-cerebral-.htm#ixzz2C7lcgSya

Purgástico:Pombo-correio é descoberto com mensagem secreta da Segunda Guerra Mundial




De acordo com uma notícia publicada pelo site Discovery News, uma equipe de agentes do serviço de inteligência do governo britânico está trabalhando para decifrar uma mensagem secreta enviada através de um pombo-correio há 70 anos, durante a Segunda Guerra Mundial.
Segundo a publicação, a ave foi descoberta dentro de uma chaminé em 1982 na cidade de Surrey, na Inglaterra, durante as obras de restauração de uma lareira. Juntamente com os ossos do pombo, foi encontrada uma pequena cápsula vermelha que continha a mensagem codificada. O texto, enviado com destino ao posto XO2 — provavelmente o Comando de Bombardeio — apresenta 27 códigos, cada um deles composto por cinco letras ou números.

Top secret

Os especialistas acreditam que a ave foi enviada pelas Forças Aliadas a partir da França ocupada pelos nazistas em 6 de junho de 1944, ou seja, durante as invasões ocorridas no histórico Dia D. A mensagem, cujo conteúdo os agentes acreditam ser top secret, provavelmente traz informações sobre o progresso das operações.
Os pombos-correios participaram ativamente durante a Segunda Guerra Mundial, e 32 deles chegaram inclusive a ser condecorados como heróis, como foi o caso da ave “GI Joe”, cuja mensagem salvou mais de mil vidas ao evitar o bombardeio de um vilarejo que havia sido retomado pelas forças britânicas.


Fonte: http://www.tecmundo.com.br/mega-curioso/32653-pombo-correio-e-descoberto-com-mensagem-secreta-da-segunda-guerra-mundial.htm?utm_source=artigobottom&utm_medium=tecmundo