"Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic"
terça-feira, setembro 24, 2013
The Purguistory: Como surgiu o costume de apagar velas em bolos de aniversário?
Foi na Grécia antiga, em homenagem a Artêmis, deusa da caça, reverenciada no sexto dia de cada mês. Segundo a mitologia, essa divindade era representada pela Lua, a forma pela qual protegia a Terra. O bolo redondo, coberto de velas acesas, simbolizava a lua cheia. O mesmo costume reapareceu, não se sabe como, entre os camponeses alemães do século XIII, que inventaram a kinderfeste (festa infantil). Essa comemoração começava ao raiar do dia, quando as velas eram acesas e a criança acordava com a chegada do bolo. Havia sempre uma vela a mais do que a idade da criança, significando a luz da vida. O aniversariante tinha de apagar todas as velinhas de uma só vez, fazendo um pedido, que só se realizaria se fosse mantido em segredo.
Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-surgiu-o-costume-de-apagar-velas-em-bolos-de-aniversario
segunda-feira, setembro 23, 2013
The Purguistory: Aperto de Mãos

Esse cumprimento é um dos mais antigos e universais em toda a história da humanidade. No início, as pessoas estendiam a mão para mostrar que não estavam armadas - o gesto era, portanto, um sinal de paz, numa época em que praticamente todo mundo carregava alguma arma. (A exceção eram as mulheres, por isso o aperto de mão nasceu como hábito tipicamente masculino.) O primeiro registro do cumprimento está nos hieróglifos egípcios. Segundo arqueólogos e historiadores, no Egito antigo a mão estendida representava o verbo "dar" - acreditava-se que as divindades conferiam poder ao faraó ao estender as mãos para ele.
Dicas para um bom aperto de mãos
O inconveniente de deixar uma impressão ruim
Naturalmente, isso nem sempre precisa se dar pelo tradicional aperto de mãos. Dependendo da cultura, o mesmo papel social pode ser conferido a abraços, beijos, enlaces dos braços e por aí vai. A importância, de qualquer forma, é basicamente a mesma.
Por outro lado, um aperto de mãos ruim normalmente acaba gerando uma impressão igualmente ruim. “Em um período de apenas alguns segundos, nós lançamos as fundações para a percepção que o outro terá de nós — e que nós teremos dele”, diz Navarro. “Em apenas um instante, nós vemos, sentimos, observamos e percebemos as intenções da outra pessoa.” Trata-se do momento de saber se o outro é ou não uma ameaça.
“Sejamos francos, quando um aperto de mãos é mal executado, isso nos deixa com uma impressão ruim sobre a outra pessoa, e isso será lembrado dessa forma.” Naturalmente, caso o ritual mal executado se repita, isso apenas fortalecerá a impressão inicial.
Por que um aperto de mãos ruim é lembrado por tanto tempo?
Trata-se de uma capacidade adaptativa. Basicamente, de um fortalecimento da memória tátil, embora não seja apenas isso. “Eu suspeito que a resposta seja um tanto multifacetada, ligada a questões de evolução e de sobrevivência”, diz Navarro no referido artigo. “Considere isto: dois estranhos se encontram na savana africana e, ao tocar suas mãos, eles demonstram que não possuem armas, que não há razão para temores.”
Além disso, tocar as mãos desencadeia processos químicos no cérebro, fazendo com que, por exemplo, seja liberada ocitocina — chamado de “hormônio do amor” por alguns especialistas. “Os bons sentimentos ajudam a promover a harmonia e a amizade, e faz sentido que essa impressão permaneça conosco durante muito tempo; é assim que nós evoluímos.”
Naturalmente, uma impressão ruim também durante bastante tempo. “Emoções negativas associadas a um aperto de mãos mal executado permanecem conosco porque são arquivadas na porção do cérebro (amídala/hipocampo) que ajuda a pressentir o perigo, a insalubridade ou qualquer coisa que nos ameace ou nos faça nos sentirmos mal, de forma que não precisemos reaprender tudo sempre de novo e de novo.”
Em outras palavras? Um conhecimento adquirido que lhe permite, por exemplo, saber por experiência que se deve evitar o contato com superfícies excessivamente quentes ou com comida estragada. Um traço evolutivo bastante natural, portanto.
Os 5 pontos de um bom aperto de mãos
O que será considerado como uma “boa saudação” depende, é claro, da cultura em que se esteja inserido. Dessa forma, um high-five pode ser bastante apreciado em alguns meios esportivos, mas um aperto de mãos suave será a melhor pedida em locais como a Turquia. Há casos ainda em que, por exemplo, cumprimentar uma mulher com toque de mãos — sem o consentimento expresso — pode pegar muito mal.
Como via de regra, afirma-se que o ideal é observar a forma como a pessoa com mais status em determinada cultura cumprimenta as demais. Aí basta imitá-la da melhor forma possível — evitando, assim, constrangimentos como aquele gerado por Bill Gates, ao cumprimentar a presidente da Coreia do Sul, Geun Hye Park, com uma das mãos no bolso da calça.
Entretanto, caso se tome o bom e velho “chacoalhar de mãos” que é cultivado em boa parte do mundo, é possível elencar alguns pontos principais que devem ser observados, a fim de deixar a boa impressão mencionada acima. De acordo com Joe Navarro, deve-se prestar atenção às seguintes práticas:
- Contato com os olhos
“Assegure-se de manter o contato visual com a pessoa que você está cumprimentando, evitando distrações”, diz Navarro. Nada pode ser mais irritante do que ter a sua contraparte no ritual mais interessada em uma beldade que passa do outro lado da rua no momento.
- Evite mãos úmidas
Navarro lembra que 2,8% da população padece do problema conhecido como hiperidrose — um quadro de transpiração anormalmente aumentada. Seja esse o seu caso ou não, é sempre salutar se assegurar de que a sua mão não esteja úmida ou mesmo molhada antes de cumprimentar alguém — um lenço pode resolver o problema. Caso tudo o mais falhe, Botox pode ser uma solução para minimizar a sudorese.
- Esqueça o “aperto de mãos dominante”
Não é incomum ouvir, ainda hoje, de alguém que defenda um bom aperto de mãos como uma ocasião para mostrar “quem manda” — seja apertando a mão do “oponente” em demasia ou chacoalhando-a como se fosse um guaxinim morto. “O termo clínico para isso é: bobagem”, diz Navarro.
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| Consultor de imagem pública Álvaro Gordoa demonstrando técnica de aperto de mãos. |
E mais: caso alguém proceda dessa forma com você, peça educadamente para repetir o aperto sem o “expediente” estúpido. “A única coisa que um aperto de mãos assim consegue é deixá-lo com uma impressão negativa e fazê-lo pensar sobre que tipo de animal social aquela pessoa pode ser.”
- Nada de dedo indicador no pulso
A menos que você pertença a alguma espécie de culto secreto com protocolos de saudação próprios (vide as considerações sobre cultura acima), colocar o indicador no pulso da outra pessoa é algo fortemente desencorajado. “Isso deixar uma impressão muito negativa. Eu já conheci vários gerentes, diretores de empresa e profissionais de RH [recursos humanos] que consideram esse o aperto de mãos mais temido de todos”, afirma Navarro.
- Evite o aperto de mãos de políticos
Este é um velho conhecido. Quase todo mundo já foi “vítima” ou tentou, inadvertidamente, praticar em algum momento. Trata-se da saudação em que ambas as mãos são utilizadas, sendo que uma delas envolve a mão da outra pessoa. “Nunca, jamais utilize o aperto de mãos de políticos, a menos que seja com o seu avô ou com a sua avó”, diz Navarro.
“Ninguém gosta disso, é pessoal demais, e você precisa adquirir o direito de cumprimentar dessa forma. Os políticos o fazem por acreditar que você gostará mais deles por isso — o que não funciona.” Um pouco mais de proximidade se faz necessária? Então opte por um toque bastante sutil no antebraço.
Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-surgiu-o-aperto-de-mao
http://www.megacurioso.com.br/cotidiano/37431-os-5-mandamentos-de-um-bom-aperto-de-maos.htm
terça-feira, setembro 17, 2013
Purgo Repórter: Quais são os esportes mais sedentários?
O bilhar é o esporte que gasta menos calorias, de acordo com o livro Fisiologia do Exercício, de William McArdle, mas é impossível definir um ranking oficial. Existem centenas de variáveis envolvidas. Um mesa-tenista pode gastar mais calorias em uma partida do que um jogador de futebol em um jogo inteiro, diz o médico Samir Daher, da Confederação Brasileira de Handebol. O ritmo com que o esporte é praticado, a frequência, o biótipo do praticante e o deslocamento exigido pelo jogo são alguns dos fatores que devem ser levados em consideração. Assim, não há uma lista definitiva dos esportes mais e menos sedentários, e sim estimativas. A lista abaixo, por exemplo, estima quanto um indivíduo com 70 quilos gasta de calorias durante uma hora de atividade. Aliás, nem o conceito de esporte é consenso: aqui, consideramos esporte toda atividade física sujeita a regulamentos e que geralmente visa a competição. No futuro, quem sabe até jogar videogame vá ser considerado um esporte. Se isso acontecer, o Nintendo Wii pode entrar para a lista dos sedentários: em uma hora, ele queima 150 calorias, de acordo com um estudo da Universidade John Moores, na Inglaterra. :-)
MOLEZA F.C.
Os esportes mais sedentários...
BILHAR (176 kcal)
É um esporte que requer mais concentração do que força física. Como há poucos deslocamentos - e, quando existem, são curtos e lentos -, não acelera muito o metabolismo
CANOAGEM por lazer (185 kcal)
Na canoagem amadora, não é preciso lutar contra correntezas fortes - o esportista apenas segue o fluxo da água, sem contrações muito vigorosas para executar o movimento
DANÇA LIVRE (214 kcal)
Por não ser profissional, requer só movimentos suaves, sem grandes deslocamentos ou movimentos complexos. Com isso, acaba gastando menos calorias
VÔLEI (245 kcal)
Apesar de exigir saltos e movimentos intensos, tem deslocamentos extremamente curtos, de 2 a 3 metros, que reduzem o consumo calórico
ARCO-E-FLECHA (273 kcal)
O esporte depende mais da parte psicológica. O esforço físico fica concentrado nos braços, que precisam segurar o arco corretamente e aguentar o tranco da flechada
DUREZA F.C.
... e os que mais fazem suar
BOXE (932 kcal)
O esporte exige que o atleta se desloque bastante e dê vários pulinhos de um lado para outro para desviar do adversário, fora a energia gasta com os golpes
SQUASH (890 kcal)
Bater a bolinha contra a parede parece brincadeira de criança, mas envolve muito deslocamento, velocidade, flexibilidade, força e resistência
JUDÔ (819 kcal)Assim como as outras artes marciais, é um esporte que exige força, daí sua queima calórica. Sua prática também requer flexibilidade e coordenação motora
NATAÇÃO - CRAWL (655 kcal)
Ao nadar nesse estilo, também conhecido como nado livre, o esforço maior fica por conta das pernas, dos braços e das costas, apesar de o esporte trabalhar o corpo todo
BASQUETE (580 kcal)
A queima de calorias é beneficiada principalmente pelo deslocamento em quadra. Cada atleta percorre, em média, 8 quilômetros durante uma partida
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