"Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic"

segunda-feira, outubro 14, 2013

Purgástico: Por que existem facas de cozinha de formatos diferentes?


Há diferentes necessidades na hora de cortar alimentos. As primeiras facas surgiram no tempo das cavernas, ainda feitas de pedra. Na época, além de cortar roupas e carne de animais, também serviam como arma para caçar. Por volta de 700 a.C., começaram a ser fabricadas com ferro, tornando-se mais cortantes e duráveis. Já no século 16, os franceses aprimoraram o corte das facas, que passaram a ser usadas com os garfos na mesa. Hoje, são mais de 15 tipos, feitos de aço inoxidável e em vários formatos - cada um com uma especialidade. Sua fabricação se tornou até uma arte: a cutelaria.

CORTANDO TUDO
As facas e suas especialidades

CORTE FRÁGIL
As facas de cerâmica, originais da Ásia, são mais leves e resistentes – duram oito vezes mais que uma faca de aço, mas qualquer queda é fatal.

CUTELO
Serve para partir ossos. Tem um corte rústico e sua afiação é feita a 45º (as outras são afiadas a 20º)

FACA DO CHEF
Com cabo longo, é usada para cortar carnes, descascar legumes e picar temperos

FACA DE DESOSSAR
A lâmina estreita ajuda a penetrar no animal e cortar as cartilagens, separando a carne do osso

FACA SERRILHADA
Corta alimentos de casca grossa e polpa macia, como pães. A serra quebra a casca sem parti-la

FACA DE LEGUMES
São mais leves e compridas, ideal para cortes que exigem agilidade, como picar legumes

FACA COM ALVÉOLOS
Ideal para fatiar frios (queijo, presunto ou mortadela), já que ajuda a reter o ar e a umidade

DEBA HOCHO
A faca japonesa possui uma lâmina longa e serve para filetar peixes e fazer o tradicional sashimi

A afiação de facas é feita em uma pedra porosa especial e em apenas uma direção, nunca em círculos. O aço inoxidável é o mais utilizado por evitar a ferrugem e não propagar bactérias.

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-existem-facas-de-cozinha-de-formatos-diferentes

quarta-feira, outubro 09, 2013

Purgástico: Ondas cerebrais são diferentes em pessoas que lembram o que sonham


Você se lembra dos sonhos que teve ou é do tipo de pessoa que nunca consegue saber o que sonhou durante a noite? Um grupo de cientistas malucos descobriu, recentemente, que as pessoas que se lembram do que sonham tendem a reagir mais rapidamente quando escutam seus nomes enquanto acordadas. Ao que tudo indica esses dois fatores aparentemente diferentes podem estar relacionados.

O fato é que às vezes você lembra seus sonhos, às vezes, não. Mas por que será que isso acontece? Uma pesquisa feita com 36 pessoas conseguiu mapear suas atividades cerebrais enquanto elas ouviam músicas e, ocasionalmente, seus primeiros nomes. Esse monitoramento ocorreu tanto enquanto elas estavam dormindo quanto quando estavam acordadas.

Meio a meio
Salvador Dali pintava cenários de sonhos.

Entre os participantes, metade declarou que conseguia lembrar sempre seus sonhos enquanto a outra metade lembrava raramente. Os dois grupos de pessoas tiveram atividades cerebrais semelhantes enquanto dormiam e ouviam seus nomes. A diferença na atividade mental foi percebida quando as pessoas estavam acordadas, sendo que o grupo que costumava lembrar os sonhos produzia um aumento na chamada onda cerebral alfa, enquanto que os esquecidinhos, não.

De acordo com a neurocientista Perrine Ruby, a diferença na produção dessas ondas pode refletir as variações nos cérebros dos “lembradores” e dos esquecidos, e essa diferença pode estar relacionada com a maneira como essas pessoas sonham também.

Ruby se apega a uma teoria que defende a ideia de que uma redução nessas ondas alfa significa que alguma região específica do cérebro é inibida a responder estímulos externos. Quando você ouve um som assim que abre os olhos, algumas regiões do seu cérebro ficam mais ativas e as ondas alfa são reduzidas.

Diferenças

Entre as pessoas estudadas, percebeu-se que os lembradores têm uma diminuição grande das ondas alfa quando ouvem seus nomes assim que acordam, fator que pode indicar que os cérebros dessas pessoas são mais ativados nesse momento. Isso quer dizer que os lembradores têm mais regiões do cérebro em funcionamento enquanto estão dormindo – talvez esse seja um indicativo do por que eles se lembrem dos seus sonhos.

Essas ondas, que variam de frequência e se comportam de maneira diferente quando uma pessoa ouve um som repentino, podem ser responsáveis por nos proteger dos sons que ouvimos enquanto dormimos, evitando que acordemos com cada barulhozinho. Ruby acredita que os lembradores podem ser mais sensíveis ao som externo e, por isso, acordar mais facilmente – é mais provável que alguém se lembre do que sonhou se acordar imediatamente após ter tido um sonho.

Ainda não há respostas concretas que expliquem por que uma pessoa lembra ou não os sonhos que tem durante a noite, mas essas pesquisas parecem ser pecinhas importantes quando o assunto é a Neurociência, já que o cérebro é a estrutura mais complexa do corpo humano, justamente por seu funcionamento estar diretamente relacionado a fatores externos, de ordem cultural e emocional. 

Fonte: http://www.megacurioso.com.br/neurociencia/37670-ondas-cerebrais-sao-diferentes-em-pessoas-que-lembram-o-que-sonham.htm

sexta-feira, outubro 04, 2013

Purgástico: Como funciona a tocha olímpica?


A tocha é como um isqueiro sofisticado: tem um combustível líquido e um sistema que o transforma em gás para a queima. Hoje em dia, carregar esse "isqueiro gigante" é moleza, mas nem sempre foi assim. Antes as tochas eram de aço - mais pesadas que as atuais, de alumínio - e usavam como combustível azeite e até pólvora! As velhas tochas podiam formar brasas, que caíam e machucavam seus condutores durante o revezamento - criado nos Jogos de Berlim, em 1936.
UM GÁS NA TRADIÇÃO
Acesa num ritual na Grécia, chama é mantida segura dentro de uma lanterna com dois botijões
COMO ELA É ACESA
1- Para acender o fogo olímpico, é recriado um cenário que imita a cerimônia de início dos Jogos na Antiguidade. Num templo na cidade de Olímpia, na Grécia, atrizes vestidas de sacerdotisas põem um pouco de grama seca dentro da skaphia, uma espécie de panelona com o interior espelhado.
2- Os espelhos concentram os raios do Sol e o calor faz a grama pegar fogo. Uma sacerdotisa encosta uma tocha com pavio - que imita as da Antiguidade - e acende a chama olímpica. Num outro templo, o estádio de Olímpia, a tocha de Pequim recebe o fogo simbólico para iniciar o revezamento.
A TOCHA
1- O cartucho que contém propano líquido sob pressão vai encaixado dentro da tocha, e um tubo o conecta com o topo. Quando uma válvula é aberta, a pressão diminui e o propano sobe em forma de gás, alimentando a chama. Cada tocha tem propano suficiente para queimar por uns 15 minutos.
A LANTERNA
1- Pouca gente sabe, mas a chama olímpica é preservada numa lanterna e não na tocha - que, como ficou claro nos protestos deste ano pela libertação do Tibete, corre o risco de ser apagada durante o revezamento.É com o fogo da lanterna que as tochas são acesas.
2- A lanterna possui dois cartuchos de propano conectados. Quando um termina, o outro entra em ação. Isso permite que eles sejam trocados sem o fogo apagar. A chama ainda fica protegida por uma portinhola de vidro, e viaja em segurança em carros e aviões.