"Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic"

quarta-feira, novembro 27, 2013

Purgástico: 10 fatos sobre os corvos que vão deixar você fascinado


Desde a literatura até o cinema, os corvos sempre foram animais associados a elementos obscuros e sombrios e até mesmo à morte. O clima de mistério que gira em torno dessas aves fez com as pessoas tivessem mais medo do que curiosidade em descobrir mais detalhes sobre o animal.

Para acabar com a ideia de que os corvos são animais malignos, confira 10 fatos fascinantes sobre essas aves selecionados pelo pessoal do Mental Floss. Certamente depois de ler esse artigo você vai passar a ver os corvos de maneira diferente.

1. Os corvos são inteligentes

Há quem diga que a inteligência dessas aves equivalha a dos chimpanzés e dos golfinhos. Na natureza, os corvos já provaram que são capazes de atirar pedras nas pessoas para evitar que elas alcancem seus ninhos, assim como podem se fingir de mortos ao lado da carcaça de um castor para espantar outros corvos e garantir que serão os únicos a saborear o banquete.

Ainda, se perceber que está sendo observado por outro corvo, o pássaro esconde seu alimento e engana seu colega, fazendo de conta que guardou a comida em um lugar, quando na verdade o esconderijo é outro. Mas como todos os corvos são igualmente inteligentes, nem sempre essa tática funciona.

2. Os corvos imitam a voz humana


Não é à toa que Edgar Allan Poe dedicou um de seus poemas mais importantes a um corvo misterioso que repetia a palavra “nevermore” ao longo do texto, assim como o animal do vídeo acima. Quando criadas em cativeiro, essas aves conseguem até mesmo falar com mais habilidade do que alguns papagaios, imitando também barulhos de carros, descargas e reproduzindo sons característicos de outros animais.

Na natureza, os corvos são conhecidos por imitar o som de lobos e raposas para atrair essas espécies até carcaças que eles não conseguem abrir. Assim que o animal termina de se alimentar, o corvo aproveita os restos sem fazer esforço.

3. Os corvos usam linguagem corporal

Além de ter a capacidade de imitar a voz humana e os sons de outros animais, os corvos também usam a linguagem corporal de maneira sofisticada para se comunicar. Um estudo realizado na Áustria mostrou que as aves usam seus bicos para indicar um objeto a outro pássaro – que é basicamente o mesmo que apontarmos os dedos para algo. Os pesquisadores identificaram que os corvos também seguram objetos para poder chamar a atenção de outro corvo. Depois dos primatas, essa é a primeira vez que a ciência encontra esse tipo de linguagem entre os animais.

4. Os corvos se adaptam facilmente

A história da espécie mostrou que esses animais podem viver nos mais diversos habitats – montanhas nevadas, desertos, florestas etc. Sua dieta também é vasta e inclui peixes, carnes, sementes, frutas, carniça e lixo. Se preciso, um corvo pode chegar a enganar outro animal para poder roubar sua comida. Tendo poucos predadores, eles chegam a viver 17 anos na natureza e até 40 anos em cativeiro.

5. Os corvos representavam a encarnação do mal na Europa

O pequeno animal de plumas negras representava o próprio mal em algumas culturas europeias. Na França, acreditava-se que os corvos eram as almas de padres e freiras perversos. Para os alemães, as aves eram a reencarnação das almas condenadas e, às vezes, representavam o próprio Diabo.

Já na Suécia, os corvos que grasnavam durante a noite eram considerados as almas das pessoas assassinadas que não tiveram direito a um funeral católico. Por fim, os dinamarqueses acreditavam que se você visse um corvo que tivesse um buraco na asa, ao olhar através desse buraco você se transformaria em um corvo também.

6. Os corvos fazem parte de muitos mitos

Desde o Tibete até a Grécia, as pessoas acreditavam que os corvos eram mensageiros dos deuses. Durante as batalhas, as deusas celtas se transformavam em corvos. Já Odin, o deus da mitologia nórdica, tinha dois corvos – Hugin (pensamento) e Munin (memória) –, que voavam ao redor do mundo durante o dia e, à noite, contavam ao deus tudo o que tinham visto.

Os chineses diziam que os corvos traziam um clima ruim para as florestas para avisar às pessoas de que os deuses passariam por ali. E algumas tribos nativas da América adoravam o corvo como uma deidade, além de o descreverem como um “pregador de peças” que estaria envolvido na criação do mundo.

7. Os corvos são extremamente brincalhões

Talvez os nativos americanos não estivessem de todo errados quanto à natureza brincalhona dos corvos. Essas aves já foram vistas usando montanhas do Alaska e do Canadá como grandes escorregadores. Além disso, é comum que os corvos brinquem de “bobinho” com outras espécies, como lobos, lontras e cães.

Os corvos também fazem brinquedos – o que é um comportamento bem raro entre os animais – usando galhos, pinhas, bolas de golf ou pedras para brincarem sozinhos ou em grupo. Mas o mais engraçado é que os pássaros também provocam ou tiram sarro de outros animais simplesmente porque acham divertido.

8. Os corvos tomam banho de formigas

O comportamento estranho, mas bastante comum, também é frequente entre outras espécies de pássaros. Para tomar um banho de formigas, as aves se deitam em cima de uma trilha de insetos para que as formigas entrem em suas penas. Outra alternativa é mastigar os insetos e passar a “pasta de formigas” nas penas.

Algumas teorias acreditam que as aves fazem isso porque as formigas têm uma ação inseticida e fungicida no corpo do pássaro. Outros dizem que a secreção das formigas ajuda quando as aves perdem penas. Existe ainda aqueles que acreditam que os pássaros fazem isso simplesmente por hábito.

9. Os corvos têm empatia

Por mais que sua natureza seja travessa e brincalhona, essas aves são capazes de sentir empatia. Quando um corvo perde uma batalha, ele é consolado por seus colegas. Eles também mantêm a memória de pássaros com os quais se deram bem e podem chegar a ser amigáveis com esses animais até três anos depois. No mesmo sentido, os corvos respondem negativamente aos inimigos e agem de maneira suspeita quando encontram corvos estranhos.

10. Os corvos formam gangues na adolescência

Os corvos costumam escolher seus pares e viver com eles em um território fixo por toda a vida. Quando seus filhotes atingem a adolescência, eles deixam o lar e formam “gangues” com outros corvos da mesma idade. Esses grupos de pássaros jovens viverão e comerão juntos até encontrarem seus pares, quando então passarão a viver em duplas, seguindo o exemplo de seus pais.

O mais interessante desse comportamento é que os cientistas descobriram que a vida dos adolescentes é mais estressante. Ao analisar os níveis hormonais presentes no sangue de jovens e adultos, foi possível notar maiores concentrações dos hormônios ligados ao stress no organismo dos adolescentes. O que nos faz concluir que passar por essa fase da vida não é fácil pra ninguém.

segunda-feira, novembro 18, 2013

Purgástico: Cientistas encontram ouro em eucaliptos; dinheiro não cresce em árvores?


O site Nature e outras fontes internacionais apontam que pesquisadores encontraram ouro em eucaliptos localizados em Goldfields-Esperance, região oeste da Austrália. O lugar ganhou esse nome exatamente por ter seu solo rico em metais, especialmente ouro e níquel. O único problema é que sempre foi muito difícil encontrar e extrair esses metais.

Então, uma equipe de cientistas resolveu procurar pelas preciosidades em um lugar inusitado: as árvores. Os eucaliptos presentes na região são conhecidos por sua resistência e raízes incrivelmente grandes, que chegam a alcançar camadas muito profundas do solo em busca de água para garantir sua sobrevivência. Curiosamente, foi nas partes mais inexploradas do solo que os pesquisadores localizaram o ouro.

Árvores que valem ouro
O que levou os pesquisadores a examinar as árvores foi justamente o rumor de que o brilho presente nas folhas dos eucaliptos viria dos depósitos subterrâneos. Ao analisar as folhas, logicamente os cientistas encontraram traços do metal precioso.

Aparentemente, as raízes das árvores crescem cerca de 10 andares no solo e absorvem as partículas de ouro dos depósitos. Para confirmar essa teoria, os pesquisadores utilizaram uma estufa para cultivar eucaliptos em um solo misturado com ouro e comprovaram a presença do metal nas folhas das amostras.

(Para ver a imagem em tamanho maior clique nela)

“O ouro provavelmente é tóxico para as plantas, por isso é transportado para as extremidades (como as folhas) ou em outras áreas dentro de células para reduzir os danos de uma reação bioquímica”, aponta o Nature. De qualquer maneira, essa é a primeira evidência de ouro em partículas presentes no tecido biológico vivo de uma espécie natural.

Mas se engana quem pensa que a derrubada das árvores para extração do ouro pode ser um negócio lucrativo. Cada eucalipto contém uma quantidade ínfima do metal – 46 partes por milhão, conforme os cálculos dos pesquisadores. Porém, as árvores podem facilmente ser usadas para descobrir a exata localização dos principais depósitos, já que se estima que a região tenha cerca de 30% das reservas de ouro do mundo.

sexta-feira, novembro 08, 2013

Purgástico: Leite condensado


Apesar de trazer “condensado” no nome, a verdade é que para produzir essa delícia, o leite passa por um processo de evaporação e não de condensação.

Tanto que o “Leite Evaporado” existe, e ele nada mais é do que a versão sem açúcar do leite condensado. De acordo com o pessoal da Superinteressante, que publicou uma interessante matéria sobre esse produto — que é a felicidade enlatada —, ele recebeu esse nome errado para não criar confusão entre os consumidores.

O processo de produção consiste em centrifugar o leite para eliminar impurezas, que depois é submetido à pasteurização, quando é aquecido a 75° C durante 20 segundos. O próximo passo é adicionar o açúcar — que funciona como um conservante natural — e, então, colocar essa mistura em um evaporador a vácuo com temperaturas entre os 50 e os 70° C, para que 60% da água seja eliminada. Por último, depois que o leite evaporado esfriar, acrescenta-se lactose em pó.

Doce história

Segundo a matéria, a primeira técnica para produzir o leite condensado de que se tem notícia surgiu na França em 1827. Entretanto, o produto só passou a ser fabricado em escala industrial 26 anos mais tarde, graças ao norte-americano Gail Borden Jr. A intenção era utilizar a evaporação para reduzir o volume do leite e aumentar a sua durabilidade, pois naquela época — sem geladeiras nem processo de pasteurização — era comum que esse alimento estragasse antes de chegar aos consumidores.

No entanto, o leite condensado só foi ficar famoso mesmo durante a Guerra de Secessão nos EUA — que ocorreu entre 1861 e 1865 —, depois de se tornar um dos alimentos fornecidos aos soldados. As latas eram práticas e fáceis de transportar, e representavam uma excelente fonte de energia, já que cada porção contava com 1.300 calorias.

Com o fim dos conflitos, o leite condensado acabou saindo dos campos de batalha e chegando aos mercados, e foi apenas uma questão de tempo até o produto conquistar o mundo inteiro. Aqui no Brasil, existem registros de que o leite condensado já era comercializado em 1871, como pode ser visto em um anúncio publicado no Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial da Corte e da Província do Rio de Janeiro.

Fabricação

1. O leite é centrifugado para remover as impurezas e depois pasteurizado a 75° C por 20 segundos. 

2. Ele recebe açúcar, que ajuda a conservar. 

3. Vai a um evaporador a vácuo, onde fica a temperaturas de 50° C a 70° C. Isso RETIRA 60% DA ÁGUA. Só não pode ferver para não alterar a cor, o sabor e as características nutricionais. 

O passo a passo de três clássicos da dispensa: 


CREME DE LEITE 

1. Numa centrífuga, o leite integral é separado entre desnatado e gordura. 

2. Para que o teor de gordura não passe de 25%, adiciona-se leite desnatado ao creme. 

3. A mistura recebe sais que dão consistência. 

4. O produto segue para o esterilizador, onde permanece de 2 a 3 segundos a 145 °C, e depois é envasado. 


DOCE DE LEITE 

1. Como na versão condensada, o leite passa por uma centrifugação para remoção de impurezas. Depois, é pasteurizado por cerca de 20 segundos. 

2. O produto recebe açúcar e é evaporado em tachos a altas temperaturas, o que o escurece e deixa viscoso. 

3. Quado se atinge a consistência ideal, é resfriado e envasado. 


LEITE EM PÓ 

1. O leite passa pelo mesmo processo do condensado, mas sem adicionar o açúcar. 

2. O líquido concentrado vai para uma câmara de secagem, onde é borrifado por ar quente, entre 180º C e 350º C. 


3. Ao cair no fundo da câmara, as gotículas de leite concentrado já viraram pó. Então, só precisa ser enlatado.

4. Depois de esfriar, recebe lactose em pó.

Fonte: http://super.abril.com.br/alimentacao/como-se-condensa-leite-condensado-634641.shtml?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super
http://www.megacurioso.com.br/historia-e-geografia/39636-voce-conhece-a-historia-do-leite-condensado-.htm