"Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic"

terça-feira, julho 31, 2012

Purgástico: Hotel oferece refeições grátis aos hóspedes que geram energia pedalando



Na tentativa de conquistar a clientela, o hotel dinamarquês Crowne Plaza Copenhagen Towers, localizado na capital de Copenhague, abriu as portas oferecendo aos hóspedes refeições grátis. Ou quase isso: de fato os turistas não precisavam desembolsar dinheiro para almoçar ou jantar, mas em troca deveriam ter disposição de sobra para pedalar as bicicletas elétricas instaladas no local, que convertiam energia de movimento em eletricidade para iluminar o hotel.
As magrelas ficavam no centro de fitness do estabelecimento e, para ganhar uma refeição “na faixa”, era preciso pedalar o suficiente para gerar 10 watts de energia para o hotel – o que significa, aproximadamente, 15 minutos de exercício físico em ritmo intenso. O esforço rendia ao hóspede o direito de gastar 240 coroas dinamarquesas – cerca de US$ 44 – no restaurante ou bar do Crowne Plaza Copenhagen Towers. De acordo com a gerência, a quantia era mais do que suficiente para saborear qualquer prato do cardápio.
Mais do que conseguir eletricidade de graça para o hotel, a intenção da iniciativa era mostrar aos hóspedes que a energia não cai do céu e, assim, incentivá-los a usá-la com consciência. Afinal, 10 watts é uma quantia simbólica e o estabelecimento já conta com 2.500 m² de painéis solares em sua cobertura que fornecem ao hotel boa parte da eletricidade de que necessita para funcionar.
Conforme proposto pela gerência, a iniciativa durou cerca de um ano e, de fato, conferiu popularidade ao Crowne Plaza Copenhagen Towers. Os hóspedes lamentaram o fim do projeto e reivindicam sua volta. Você apoia que outros hotéis invistam na ideia de trocar pedaladas por comida?

Fonte:  http://super.abril.com.br/blogs/planeta/hotel-oferece-refeicoes-gratis-aos-hospedes-que-geram-energia-pedalando/

domingo, julho 29, 2012

Purgástico: Por que sai fumaça do gelo e das bebidas geladas?

Porque um cubo de gelo ou uma garrafa com temperatura em torno de 0 °C têm a capacidade de resfriar facilmente o ar que está ao seu redor. Além de ser formado por gases, o ar também apresenta vapor d’água. Com o tal resfriamento, o vapor se transforma em um conjunto de gotículas, que enxergamos como uma fumacinha. Na verdade, é algo mais parecido com uma nuvem do que com fumaça, porque se trata de uma névoa formada por minúsculas gotas de água. Outra diferença é que essa névoa não sobe como a fumaça comum, formada quando alguma coisa queima. Como a temperatura das gotinhas é mais baixa que a do ambiente, a névoa fica mais densa - e mais pesada - que o ar. "Por isso, ela tende a descer. A mesma coisa acontece quando abrimos a porta de uma geladeira: a umidade do ar em volta se condensa e também desce", afirma o físico Cláudio Furukawa, da USP. O curioso é que o efeito varia de acordo com as condições do clima: quanto mais úmido o ar, mais vapor haverá para ser condensado.
Isso quer dizer que se tirarmos uma cerveja supergelada do freezer de algum restaurante no calor molhado de Manaus, por exemplo, vai aparecer um monte de fumaça em volta da garrafa. Mas se a operação for repetida em uma mercearia na aridez do sertão nordestino, a névoa com certeza será bem menor.


Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-sai-fumaca-do-gelo-e-das-bebidas-geladas

sábado, julho 28, 2012

Purgástico: Por que o burro virou símbolo da ignorância?


“A fama de ser um bicho com comportamento difícil e incapaz de aprender começou na Grécia antiga”, afirma Osvaldo Humberto Leonardi Ceschin, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humadas da USP.
Por volta de 600 a.C., o burro já era tratado em histórias como teimoso, bobo e ignorante. Em uma das fábulas de Esopo – narrativas orais sobre animais com características humanas –, o burro veste uma pele de leão e tenta assustar as pessoas, até que é pego pela raposa em um deslize. Posteriormente, essas histórias foram passadas para o papel e popularizadas por Fedro, no século 1, e pelo francês Jean de La Fontaine, no século 17.
Palavras associando o burro à estupidez e à ignorância começaram a aparecer no século 2: a expressão asinina cogitatio (“raciocínio de burro”, em latim) fazia parte da obra de Lucius Apuleius, autor de O Asno de Ouro, sobre um homem que vira um asno. “Na língua portuguesa, o termo ‘burrico’ surgiu no século 12”, explica Mário Eduardo Viaro, também da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-o-burro-virou-simbolo-da-ignorancia