"Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic"

sábado, setembro 22, 2012

Purgástico: Como foi construído o primeiro metrô do mundo?


Comparemos:
 Metrô de São Paulo:

Metrô de Paris:

Cidades no mundo com metrô:

 Estação de Metrô:
Metrô de Dumbai:

A Importância do Metrô (metropolitano) na Sociedade

O metropolitano é, hoje em dia, um dos principais meios de transporte nas grandes cidades, e por isso, é considerado uma verdadeira espinha dorsal das redes de transportes públicos. A viagem diária de muitas pessoas começa na periferia das metrópoles, em comboios (trens), eléctricos (bondes) ou autocarros (ônibus), que, depois de entrarem na cidade propriamente dita, se ligam à rede de metropolitano; esta possibilita a circulação fluída de passageiros no centro da cidade, evitando engarrafamentos nas ruas. Um exemplo deste método posto em prática é bem visível na cidade de Budapeste; duas das mais recentes linhas do Metropolitano de Budapeste ligam com carreiras de autocarro e eléctrico que vêm desde os subúrbios da cidade, levando depois os passageiros para o centro da capital.
As cidades de Londres, Nova Iorque, Tóquio, Moscou, Seoul e Madrid têm as maiores redes de metropolitano do mundo. Transportam diariamente milhões de passageiros que circulam por toda a cidade e respectiva área metropolitana, embarcando e desembarcando em grandes estações intermodais utilizando vários tipos de transportes. A cidade de Tóquio tem uma das maiores rede de metropolitano do globo, com 15 linhas que transportam todos os dias mais de 7 milhões de passageiros.


 Ele foi construído em Londres, há 140 anos. O trecho inaugural tinha 6 quilômetros de extensão, que foram abertos seguindo o traçado das ruas do centro da capital inglesa, o que facilitou bastante as obras. Logo essa linha pioneira se transformou numa malha metroviária para valer. Ainda em 1900, já eram sete linhas e 84 estações - hoje o metrô de São Paulo tem só 52. A construção desse novo sistema de transporte foi essencial para Londres, a maior cidade do mundo na época. Só ao longo do século 19, a metrópole passou de 1 milhão de habitantes para 6,5 milhões. Por volta de 1850, o trânsito de pedestres, cavalos e carroças já estava insuportável - ainda mais que o odor do "escapamento" de tantos cavalos não devia ser dos mais agradáveis... Para acabar com o tormento, a administração local pensava em uma forma de levar para o centro as linhas ferroviárias que passavam nos limites da cidade.
A idéia de fazer isso no nível do solo logo foi descartada, pois metade de Londres precisaria ser demolida se fossem colocados trilhos e estações na superfície. Algo pouco prático, né? Uma outra proposta, um tanto exótica para a época, era colocar os trens para circular em túneis debaixo da terra. Na falta de alternativa melhor, essa idéia emplacou. Mas precisou vencer resistências. Muita gente acreditava que os tais túneis não suportariam o peso da cidade e os jornais aproveitaram a onda para publicar manchetes sensacionalistas, como "Londres vai afundar!". Apesar dessa e de outras dificuldades - como arrumar dinheiro para a obra faraônica - a construção começou em 1860 e a inauguração, três anos depois, foi um sucesso: 40 mil passageiros no primeiro dia. Não demoraria para a novidade contagiar o mundo e, em 1896, Budapeste, na Hungria, abriria o segundo metrô do planeta. Por aqui, o metrô só chegaria muito tempo depois, em 1974.
Locomotiva subterrânea Trens pioneiros ainda eram movidos a vapor e enchiam de fumaça as estações 1. A construção da primeira linha de metrô do mundo, em Londres, começou em 1860. Os buracos dos túneis tinham 10 metros de largura e 6 de profundidade. Para facilitar o trabalho de escavação e diminuir os danos na superfície, as trincheiras eram abertas seguindo a trajetória das ruas do centro da cidade.
2. O método de escavação não era muito eficiente, tanto que os desabamentos eram constantes - só em 1866 entrariam em cena grandes máquinas de escavação (chamadas por aqui de "tatuzão"), que tornaram o trabalho bem mais ágil. Quando estavam firmes, as paredes laterais dos grandes buracos eram então revestidas com tijolos para segurar a terra.
3. Essa estrutura inicial ganhava uma estabilidade maior ao ser reforçada por grandes vigas e arcos de ferro. Depois, tudo era coberto por tijolos novamente. Na superfície, a pavimentação da rua destruída já podia ser refeita.
4. Os trens usados no primeiro metrô ainda eram a vapor. Para diminuir a fumaça lançada pelas locomotivas, parte dos gases eram direcionados para um tanque de água no próprio trem. A fumaceira diminuía, mas o ar não chegava a ser exatamente respirável. Só em 1905 todos os trens a vapor já tinham sido substituídos pelos elétricos.
5. Por causa da fumaça, as janelas das estações tiveram que ser adaptadas como saídas de ar. Cerca de 26 mil passageiros circulavam todos os dias pela linha pioneira no seu primeiro ano de funcionamento. Nos trens, eles se dividiam em vagões de primeira, segunda e terceira classes. Era possível percorrer as sete estações da linha em 33 minutos.

Fonte:http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-foi-construido-o-primeiro-metro-do-mundo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Metropolitano

quinta-feira, setembro 20, 2012

Purgástico:Um balão de São João pode entrar em órbita?

Não. Mesmo os balões juninos mais poderosos não passam de 2 quilômetros de altitude. Para entrar em órbita, um objeto precisa chegar a pelo menos 100 quilômetros de altitude. Há dois problemas que impedem o balão de São João de chegar lá:
1. Para se manter acesa, a tocha do balão precisa de oxigênio. Você sabe, esse gás é essencial em qualquer reação de combustão. Em grandes altitudes, onde os níveis de oxigênio despencam, a tocha do balãozinho, feita de pano e envolvida em parafina, geralmente apaga.
2. O balão não atinge uma velocidade suficiente para entrar em órbita. Sem decolar e viajar bem rapidinho, o balão não tem força para se desgrudar da gravidade da Terra. "Para conseguir isso, é preciso algo em torno de 40 mil km/h. Só um foguete pode chegar a essa velocidade", diz o geofísico Fabio Luiz Teixeira Gonçalves, da Universidade de São Paulo (USP). Mesmo assim, balões impulsionados por outros sistemas mais modernos conseguem subir mais que o singelo brinquedo de São João. Acompanhe no quadro ao lado.

 Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/um-balao-de-sao-joao-pode-entrar-em-orbita

terça-feira, setembro 18, 2012

Purgástico: Quando surgiu o hábito de comer pipoca no cinema?

1. A pipoca já era vendida em feiras e parques nos Estados Unidos no século 19. No fim desse período, surgiram os primeiros cinemas americanos, e, com eles, vieram os ambulantes e seus carrinhos com pipoca e guloseimas como o Cracker Jack, mistura de pipoca, amendoim e açúcar queimado. No começo, os donos dos cinemas torciam o nariz e achavam que a pipoca distraía os espectadores dos filmes
2. Por volta de 1920, os cinemas chamaram os ambulantes para vender pipoca dentro de seu espaço. Com o aperfeiçoamento de máquinas elétricas de fazer pipoca, como as do americano Charles T. Manley, os cinemas abririam suas próprias lanchonetes para vender o petisco. A venda de pipoca, barata, sobreviveu até à Grande Depressão, crise econômica que abalou os Estados Unidos nos anos 30
3. Nos cinemas multiplex, com várias salas em um mesmo lugar, o comércio de pipoca, refrigerante e companhia responde por boa parte da grana arrecadada. Hoje, nos Estados Unidos, as vendas de pipoca chegam a 45% dos lucros dos cinemas! Os americanos consomem, por ano, 15,12 bilhões de litros de pipoca, cerca de 51 litros por pessoa. No Brasil, são 80 mil toneladas anualmente

Fonte:http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quando-surgiu-o-habito-de-comer-pipoca-no-cinema