"Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic"

quinta-feira, janeiro 10, 2013

Purgástico: Como os povos riem em outros países




Seja no MSN, no Skype ou pelo Facebook, os chats são repletos de momentos engraçados em que desejamos expressar risadas ou gargalhadas. Nesses momentos, valem todas as formas possíveis de expressão do humor: “kkkk”, “rsrsrs”, “hehehe” e até “huaheuaheue”. Mas você já parou para pensar em como é que outros povos riem na internet?
Segundo o site The Atlantic, uma discussão iniciada no Reddit levantou diversos exemplos que demonstram a grande diversidade de risadas escritas, que variam de acordo com a cultura ou idioma de quem está digitando. Confira, na lista abaixo, alguns exemplos bastante curiosos:
  • 55555: em tailandês, o número cinco é pronunciado como “ha”. Assim, em vez de dizer “hahaha”, os tailandeses optam por “555”;
  • www: não confunda essa risada com a abreviação de World Wide Web. Em japonês, o kanji usado para “risada” (笑) é pronunciado como “warai” e, assim, acabou sendo abreviada na internet como “w”. Por isso, em chats japoneses, é comum ler muito “wwwwww”;
  • 哈哈 ou 呵呵: em mandarim, o caractere chinês 哈 é pronunciado como “ha” e, assim, a repetição desse caractere acaba se tornando uma onomatopeia para risadas. Já o caractere 呵 funciona como a transcrição da risada “hehehe”;
  • kekeke: os coreanos preferem o “kekeke” em vez de “hahaha”, já que é assim que “representam” na internet uma de suas risadas;
  • MDR ou héhéhé: já os franceses costumam variar suas risadas, com “hahaha”, “héhéhé”, “hihihi” e até “hohoho”. Além disso, eles também usam acrônimos bastante divertidos. O equivalente francófono para LOL é MDR, que significa “mort de rire”;
  • jajaja: em espanhol, o “j” tem som de “r” e, portanto, o “jajaja” equivale a “hahaha”;
  • xaxaxa: assim como acontece em espanhol, o mesmo acontece em grego;
  • xà xà xà ou חָה־חָה־חָה: e o mesmo acontece em hebraico;
  • ha ha, hi hi, hæ hæ, ho ho, ti hi: essas são as variações de risadas na língua dinamarquesa;
  • haha, hehe, híhí: o islandês ri de maneira facilmente compreendida por nós;
  • хаха, хихи, хехе: em russo, a variação não é tão óbvia: “haha” vira “xaxa”, hihi se torna “хихи” e, por fim, “hehe” se transforma em “xexé”.
E então? Já escolheu como você vai rir hoje? Antes de decidir, talvez seja bom pesquisar um pouco. Em chinês, por exemplo, a risada "5555" seria lida como "wuwuwuwu", o que equivaleria à expressão "boohoo", em inglês, ou seja, alguém derramando lágrimas. Em outras palavras, a risada de um idioma pode ser o choro de outro.


fonte: http://www.tecmundo.com.br/internet/34899-kkkkk-hahaha-5555-saiba-como-outros-povos-riem-na-internet.htm#ixzz2HavYyxkw

Purgástico: Por que os dedos enrugam quando passamos muito tempo na água?




Quando passamos muito tempo na água, os dedos se enrugam. Durante a infância, normalmente isso significava que já estava na hora de sair da piscina ou do banho. Hoje, é claro, existe uma razão muito mais interessante para que a natureza possibilite que esse fenômeno aconteça.
De acordo com um estudo publicado pela Royal Society de Londres na revista Biology Letters, a finalidade desse enrugamento é a de aumentar o agarre para que o ser humano possa segurar melhor objetos molhados ou que estejam embaixo d’água. Nas palavras do pesquisador Tom Smulders, responsável pela pesquisa, “o enrugamento dos dedos pode ter ajudado nossos ancestrais a conseguirem comida em regiões mais úmidas”.
Já as rugas que aparecem nos pés levam os pesquisadores a acreditar que, dessa maneira, os seres humanos poderiam correr melhor nos dias de chuva. Para chegar a essas conclusões, foram analisados os dados de voluntários que tentavam pegar peças de mármore com os dedos normais e depois enrugados.
Entretanto, caso o estudo esteja certo, ainda resta um mistério: por que é que não temos os dedos permanentemente enrugados? Segundo o jornal El Mundo, os cientistas acreditam que, caso isso acontecesse, as pessoas teriam a sensibilidade dos dedos diminuída, o que levaria a mais machucados e acidentes. Além disso, os pesquisadores também investigam como o fenômeno acontece em outras espécies animais.


Fonte: http://www.tecmundo.com.br/biologia/35000-por-que-os-dedos-enrugam-quando-passamos-muito-tempo-na-agua-.htm#ixzz2Has7XHK

quarta-feira, janeiro 02, 2013

Costura da Dapinha: Gravata

Ela surgiu na França do final do século XVII. Tradicionais lançadores de modas, os franceses adaptaram uma peça do vestuário de um regimento croata, de passagem por Paris em 1668, para o uso diário nas ruas. Os croatas usavam um cachecol de linho e musselina que mantinha o pescoço fresco no verão e quente nos dias mais amenos de inverno (quando o frio se intensificava, era trocado por um modelo de lã). Na França, o adereço passou a ser fabricado em linha ou renda. Era usado com um nó no centro, como a gravata moderna, e tinha duas longas pontas soltas. A indumentária, usada tanto por homens quanto por mulheres, recebeu o nome de cravate, que significa "croata" em francês. Muito antes disso, porém, no século I a.C., os soldados romanos já usavam algo parecido: um cachecol úmido, amarrado no pescoço nos dias mais quentes. Mas, com o fim do Império Romano, esse hábito acabou caindo no esquecimento e só ressurgiu séculos mais tarde, para ganhar definitivamente as ruas.
Nós

Existem dezenas, mas os mais conhecidos são sem dúvida o Nó de Windsor, o Meio-Windsor, o Nó Americano ("Four-in-Hand") e o Nó de Shelby, também conhecido com Nó de Pratt.
Os nós de gravata são invariavelmente executados com movimentos da ponta mais larga da gravata, partindo de uma posição inicial em que ambas as pontas ficam caídas ao longo do corpo, até um ponto que varia conforme o comprimento da gravata e a complexidade do nó desejado. Os nós mais usados iniciam-se com a costura da gravata voltada para dentro, mas existem alguns excelentes nós de gravata (como o Nó Ordinário e o Nó de Shelby (ou de Pratt)) que precisam ser iniciados com a costura exposta para fora.
Curiosamente, o nó mais simples possível é pouco conhecido. É chamado, na análise de Fink e Mao, "nó 3.1" e, pelos franceses, "Petit Noeud". Talvez isso se deva ao facto de, ao contrário dos nós de gravata mais conhecidos, o "Nó Ordinário" ser iniciado com a costura da gravata exposta para fora em vez de voltada para o corpo, e o movimento inicial é feito por baixo da ponta mais estreita (em vez de por cima). A seguir, a ponta larga é movida horizontalmente por cima para o lado oposto do corpo, e por fim completa-se o nó propriamente dito ao passar a ponta larga por dentro do anel assim formado, descendo-o em seguida por entre o anel e o laço horizontal que foi formado inicialmente. Nesse ponto resta apenas ajustar o comprimento e a tensão do nó. O resultado final é literalmente apenas um nó simples em volta da ponta estreita da gravata, mas em muitos sentidos é mais satisfatório do que o popular nó americano.